35 - De ator e louco , todos nós temos um pouco




Estava eu em Salvador de bobeira , minha irmã Aladilce me convidou pra assistir uma peça no Foyer do Teatro Castro Alves . Aceitei sem muita expeciativa do que iria ver . Ela me contou no meio do caminho que era " madrinha " dos usuários do CAPS de Salvador ; E que alguns deles apresentariam uma peça falando do prazeres e dos problemas que enfrentam por serem como são .
Aceitei ir mais por não ter que ficar mais uma noite no apartamento e por nunca ter ido assistir uma peça no TCA (pasmem) , nem quando morei na capital . Tudo bem , isto se explica mais pelo fato das peças serem caras para mim .
Quando chegamos e procuramos um lugar pra sentar , sentou-se ao nosso lado , um dos que eram para estar atuando , e que era um dos produtores da peça . Ele também era um usuário do Caps ; Nos contava alguns pormenores do trabalho e se emocionou ao ver a concretixação do esforço dele e de outros .
A peça realmente vale a pena ser assistida , pois nos tira um pouco a discriminação que temos quanto à loucura e os loucos . Eles nos contm de forma engraçada e às vezes dramática , a situação de quem tem transtornos psiquicos na capital baiana . São testemunhos que nos sensibiliza e nos chama a atenção para a problemática do preconceito que eles sofrem .
No final são aplaudidos de pé pelo público presente , composto mais de familiares e amigos dos atores . Depois da apresentação fomos pro saguão do teatro confratenizarmos todos ; Tanto eles por estarem radiantes pelo sucesso quanto a nós , por percebermos que vale a pena sim acreditar que é possivél realizações de sonhos . Tiramos fotos conversamos e percebemos qa felicidade tomando conta do lugar e momento .
No final dá pra aprender uma lição : a de que somos todos iguais e que a razão e a loucura está na forma de como vemos e interpretamos as coisas , as situações e as pessoas .
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